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O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA PÓS-PANDEMIA: ENTRE AS (IN) CERTEZAS

O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA PÓS-PANDEMIA: ENTRE AS (IN) CERTEZAS

O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA PÓS-PANDEMIA: ENTRE AS (IN) CERTEZAS

Desde o primeiro dia de suspensão das aulas presenciais, parecia emergir no cenário da educação superior brasileira a certeza de que ela nunca mais seria a mesma, pois havia desde então a certeza absoluta que a experiência forçada pela pandemia em 2020 tornar-se-ia um marco determinante na história e na trajetória dos atores que são e traduzem o que é uma IES – Instituição de Ensino Superior.

Logo, afirmar que haverá uma crise econômica e que ela afetará o setor é uma verdade tão absoluta quanto afirmar que as IES já passam por dificuldades diversas neste momento, seja no âmbito financeiro, acadêmico ou de relacionamento com os seus alunos e  é impossível neste momento dimensionar o tamanho ou efeitos desta crise e, tampouco, determinar em que proporção o setor educacional será afetado.

Porém, algumas possibilidades já podem ser estabelecidas neste dado momento, dado o cenário atual e a configuração dos possíveis próximos passos que serão encaminhados no combate à pandemia.

ÁREAS DEMANDADAS

Com a crise econômica que se iniciou ainda no ano de 2014, constatou-se nos anos posteriores a partir dos Censos da Educação Superior uma queda significativa na demanda de cursos ligados às áreas que melhor representavam a expectativa econômica brasileira do momento, como a construção civil e a indústria.

Nesse contexto, vimos cursos de Engenharia, antes também movimentados pelas políticas do FIES e pela economia em alta, declinarem na sua demanda de escolha dos estudantes de forma vertiginosa, incluindo nesse roll de cursos a Engenharia Civil, a Engenharia de Produção, a Engenharia Elétrica e a Engenharia Mecânica desaquecidas pela queda na construção civil e da indústria, como afirmado.  Na mesma linha de ocorrência verificou-se desaceleração do comércio, bens e serviços que eclodiu em uma queda muito grande dos cursos de Administração, antes estabelecidos como os “queridinhos” dos vestibulares nas instituições privadas.

Em contrapartida, tivemos no mesmo cenário acima a manutenção dos cursos da Área da Saúde que permaneceram com a mesma demanda, tanto no crescimento econômico, quanto na crise.

Porém, agora neste momento da Pandemia,  temos que considerar um aspecto muito importante na configuração da área da saúde: a Valorização dos seus Profissionais, afinal Enfermeiros, Fisioterapeutas, Farmacêuticos, Biólogos, etc, passarão nos próximos anos a ser marcados por uma imagem positiva e heroica, que transformará, ainda mais, a formação na área em motivo de orgulho para as famílias e para a sociedade.

Desse modo, apesar da crise econômica ainda não dimensionada, é certo que essas profissões passarão a ser ainda mais demandadas no Ensino Superior e, mesmo que exista uma queda no valor de mensalidades por razões econômicas, ainda assim continuará sendo positivo às IES investirem em tais áreas.

Já as outras áreas como as engenharias, gestão, ciências sociais aplicadas, como o cenário da própria crise já apontava, aumentará a queda da demanda por tais profissões.

No entanto, há que se ressaltar que o mundo continuará necessitando de Engenheiros, Administradores, Advogados, entre outros e cada IES deverá repensar a sua forma de abordar tais cursos. Nossa certeza una é: todas as IES deverão reinventar-se ou fracassarão no menor espaço de tempo possível. Um curso de Engenharia, de Administração, de Direito por exemplo, não poderá mais ser vislumbrado unicamente como um curso de graduação, mas na sua expectativa de OPORTUNIDADE possível.

MODALIDADE DE ENSINO DOMINANTE

Outra certeza que desponta com o advento da Pandemia é que a Educação Presencial, nunca mais será a mesma, pois as aulas remotas serviram para quebrar o paradigma da não aceitação de um modelo que não fosse “estar em sala de aula”.

Muitos alunos no reinício das aulas presenciais, ainda sem perspectiva de quando será,  verificarão a total falta de sentido em sair do seu ambiente familiar, do seu quarto ou da possibilidade de fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo, para ficar o tempo todo dentro de uma sala de aula ouvindo o seu professor.

E isso não se deu apenas em razão desta geração de estudantes que está assistindo às aulas ao vivo, mas de toda uma sociedade que passou a verificar que é possível assistir da tela do seu computador o show do seu artista preferido por horas e horas e ainda interagir com ele sem precisar enfrentar filas em estádios ou teatros, que é possível aprender várias coisas sem sair da comodidade de sua casa, ou fazer exercícios aeróbicos enquanto aprende uma nova profissão ou habilidade.

Assim, o modelo semipresencial será a modalidade que suplantará o ensino presencial da maneira como existia até há trinta dias e não será mais necessário “fazer a cabeça dos alunos” para que aceitem esta modalidade em detrimento àquela.

Porém, isso causará também alguns problemas, como o aumento dos custos operacionais que antes, eram determinadas por uma videoaula exibida para milhares de alunos por milhares de vezes.

Sem contar a EAD-Educação a Distância que passará a ser cobrada quanto à necessidade de interação, - Afinal se a live com meu artista preferido possibilita interação, por que minha aula EAD não possibilita também?

E tudo isso acarretará custos e, principalmente o que já afirmamos: será necessário nos REINVENTARMOS.

 

GESTÃO DA PERMANÊNCIA

Com a eminência de ver todos os seus alunos sumirem em um estalar de dedos e uma empresa educacional de décadas ser reduzida a nada, várias IES verificaram na prática e de surpresa a importância e a emergência de se instituir uma gestão da permanência nas suas instituições.

As redes sociais demonstraram um poder nunca antes visto dentro das Instituições de Ensino Superior e os setores acadêmicos em polvorosa, bem ou mal, profissionais ou amadores, buscaram  imediatamente remediar os conflitos presentes e futuros estabelecendo processos que efetivassem a comunicação eficaz e o acolhimento permanente de seus alunos, principalmente na antecipação de solução de problemas que ainda vão surgir nesta crise de suspensão das aulas.

O cuidado com a qualidade acadêmica e o professor como um gestor da sala de aula agora se tornou possível com a gravação das aulas remotas que, com certeza, vai separar também o joio do trigo (expressão utilizada pelos coordenadores para estabelecer os bons, médios e péssimos docentes).

Assim, podemos afirmar que, ao menos no ambiente privado das IES, a Gestão da permanência, mesmo que não discutida, teorizada ou estudada, será uma preocupação elevada ao mesmo status da captação, o que fortalecerá aquelas que buscar a  inovação acadêmica e irá retirar do mercado as  IES que não se preocuparem com questões reativas ligadas ao aluno.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Completamos trinta dias de suspensão das aulas e, como afirmamos, ainda é muito cedo para construir verdades absolutas, razão do título escolhido para este texto.

Porém, a reinvenção que citamos em vários momentos deste texto já desponta no cenário educacional em diversas frentes, mesmo de maneira inconsciente pela maior parte das IES brasileiras.

Os múltiplos aspectos que envolvem o Ensino Superior já não são os mesmos que vivemos há trinta dias quando nossos alunos estavam em sala de aula e não serão os mesmos quando retornarem à normalidade, aliás nem estudantes, nem professores e nem gestores serão os mesmos após a Pandemia.

Somos cientes que uma nova Educação Superior surgirá, pois o mundo não será mais o mesmo após esse isolamento social, afinal várias lições serão aprendidas e novos olhares sobre o mundo e sobre o outro serão estabelecidos. Resta a nós aguardar e buscar desde já nos reinventarmos e criar um mundo melhor a partir da educação para atender aos novos anseios do mundo e dos nossos alunos.

PROF. DR. MALVERIQUE NECKEL

CONSULTOR E DIRETOR GERAL EDUFOR

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