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A EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA E OS CENÁRIOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: MAIS UMA VEZ A MESMA PAUTA

A EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA E OS CENÁRIOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS: MAIS UMA VEZ A MESMA  PAUTA

Por: Profº Dr. Malverique Neckel

O Censo da Educação Superior dos anos de 2017 e 2018 trouxe à tona alguns prognósticos que se tornaram lugar comum nas discussões sobre o Ensino Superior Brasileiro, a saber:

- “ O Futuro da Educação Superior são os cursos na Modalidade Híbrida”

- “ As Universidades deixarão de existir em face da EAD”

Em face dessas afirmações replicadas aos milhares em artigos de consultorias e de revistas especializadas, coloco em cheque neste artigo a temporalidade ou previsão com que os especialistas da Educação Superior Brasileira têm se assentado para os assuntos acima.

Como é sabido por todos, nós da Edufor, bem como outras consultorias brasileiras, consideramos a Educação Superior como um negócio viável e necessário à sociedade, porém, diferente de nossos concorrentes, para comprovar tal viabilidade nós decidimos comprovar empiricamente nossas afirmações colocando em prática nossa visão de educação superior a partir do credenciamento das Faculdades EDUFOR.

Em razão disso, utilizaremos não apenas os dados do Censo ou de outros estudos para fundamentar nossas afirmações, mas os resultados advindos de nossa própria Faculdade.

Quanto ao senso comum de que a Educação Superior será híbrida, nós concordamos plenamente, porém a previsão para que isso se concretize se dará de modo diferente no Brasil em face das realidades diversas que constituem o nosso território nacional, bem como o lento avanço tecnológico ao qual nossa população tem acesso.

Apesar da disseminação de smartphones e da ampliação do acesso à internet no Brasil, nossa população em idade escolar está longe ainda de “aprender a aprender” por meio das tecnologias da informação.   Nesse sentido, vale destacar que 75% da população em idade escolar estuda em escolas públicas e essas ainda mantém as suas metodologias de ensino aprendizagem na mesma marcha e cenário de duas ou três décadas passadas.

Assim, ao recebermos os alunos no Ensino Superior e apresentá-los a um modelo educacional híbrido, é como querer alterar uma cultura impregnada em nossa raiz de desenvolvimento cognitivo que foi moldada social e biologicamente, ou seja, nossos alunos rejeitam e ainda não possuem as competências necessárias para aprender por meio de interações tecnológicas e, em nossa opinião, isso deve ocorrer na base, ou seja, na Educação Básica, para então ser inserida no Ensino Superior.

Ademais, falemos sério: - Nossa EAD está longe de ser um modelo ideal e, ao nosso ver, beira a simples transmutação do presencial para o virtual.

Como já afirmamos, trata-se da necessidade de trabalharmos a base de tudo antes se chegar ao Ensino Superior (acesso à tecnologia e metodologias centradas em ferramentas tecnológicas) e, nesse contexto, devemos lembrar também que os professores atuantes neste momento na Educação Básica, foram formados sob um modelo também tradicional de ensino-aprendizagem e pouco acesso às tecnologias, o que os fará replicar esse modelo apreendido para os seus futuros alunos ainda por muitos anos.

Assim, acreditamos e temos plena certeza de que o modelo educacional do futuro é realmente a modalidade híbrida, mas isso não ocorrerá em alguns poucos anos, mas décadas, haja vista ser necessário surgir ou capacitar um novo corpo docente capaz de inovar e alterar a cultura metodológica de nossa Educação Básica para que os alunos cheguem ao Ensino Superior já inseridos nesse modelo de aprendizado autônomo.

- Mas, por que razão temos um aumento tão significativo nos cursos EAD no Brasil neste momento em detrimento da diminuição no número de alunos no ensino presencial??

A resposta, apesar de simplista, está centrada em questões mais econômicas do que sociais, afinal com a crise que assola o país desde 2014, somada à desilusão do FIES que hoje não é nem a sombra de oferta que já foi no passado, trata-se de um cenário facilmente dedutível e lógico.

Mesmo com o aumento significativo de alunos entre 18 e 24 anos matriculados na modalidade EAD nos últimos anos, somos incrédulos no que diz respeito ao fato de que se trata de uma mudança de paradigma, mas sim uma mera consequência do cenário econômico.

Dessa forma, aos temerosos mantenedores que têm em suas cabeças o eco dos artigos que inferem a previsão de que a Universidade do modo que é deixará de existir nos próximos anos, afirmo-lhes que realmente a tecnologia é um caminho sem volta na educação, mas não se desesperem, pois isso está ainda bem longe de ocorrer, haja vista ainda não conseguirmos determinar com clareza a inserção da tecnologia na educação básica e, obviamente, a educação superior deverá ser o segundo passo para isso.

Se hoje tivéssemos políticas de financiamento e, obviamente, uma situação econômica que permitisse que os cidadãos entre 18 e 24 anos tivessem acesso ao emprego e salários compatíveis com os gastos escolares, com certeza o cenário que estaríamos vivendo neste momento não seria o mesmo em termos de relação entre o ensino presencial e a distância.

Para tal, basta verificar que os países desenvolvidos possuem os números de matriculados em cursos presenciais em equilíbrio há décadas, mesmo assentando novos modelos de ensino aprendizagem que não são totalmente centrados na tecnologia, mas em uma união e diálogo entre a teoria/academia, a tecnologia e o real mercado de trabalho.

Então, muita calma nessa hora... Pois nem a mãe Dinah é capaz de prever alterações tão proeminentes em tão poucos anos.

PROF. DR. MALVERIQUE NECKEL - EDUFOR

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